Segunda, 16 de Maio de 2022
30°

Pancada de chuva

Rolim de Moura - RO

Saúde Comprovação

Anvisa pede mais dados à Saúde e adia decisão sobre autotestes

Antes de liberar venda de autotestes, diretores da Anvisa pediram que governo detalhe como será a política pública para uso dos exames

19/01/2022 às 16h42 Atualizada em 19/01/2022 às 18h18
Por: Redação Verguia Fonte: @ Redação com Assessoria
Compartilhe:
Fachada do prédio sede da Anvisa. Gustavo Moreno/Especial Metrópoles
Fachada do prédio sede da Anvisa. Gustavo Moreno/Especial Metrópoles

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) votou, em reunião nesta quarta-feira (19), para adiar a decisão sobre o uso e a venda de autotestes de Covid-19 no Brasil.

O tema foi analisado em reunião extraordinária durante esta tarde. Para permitir o uso dos autoexames, a Anvisa solicitou ao Ministério da Saúde a formalização de uma política pública sobre o tema. Em ofício enviado à agência em 14 de janeiro, o Ministério da Saúde citou aspectos técnicos sobre o uso dos autoexames.

No entanto, no documento, o órgão federal não incluiu o uso dos produtos em uma política pública para detalhar o funcionamento dos exames, ação exigida pela Anvisa. De acordo com a agência, faltam informações sobre o uso dos produtos por pacientes leigos e sobre a notificação dos resultados à Rede Nacional de Dados em Saúde do governo federal.

Anvisa e Butantan reúnem-se para discutir uso da Coronavac em crianças

Por essa razão, a diretoria pediu que o Ministério da Saúde envie, em até 15 dias, os dados necessários. Só depois disso a Anvisa deve liberar o uso e a venda do produto.

Em votação, quatro dos cinco diretores decidiram por abrir diligência: Antonio Barra Torres, Rômison Rodrigues Mota, Meiruze Freitas e Alex Machado Campos. Apenas a relatora do processo, Cristiane Rose Jourdan, votou a favor da liberação excepcional e temporária do uso e comercialização dos exames.

O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, foi um dos gestores a votar pelo adiamento da decisão e pela abertura de diligência. Em seu parecer, o médico afirmou que a agência tem uma série de preocupações, como o fluxo de pacientes nos postos de saúde após a realização dos autotestes e o preparo dos profissionais de saúde para atender essa população.

Além disso, Barra Torres pontuou que há “preocupação quanto à compilação de dados, à transformação de dados compilados em notificação e À questão dos locais onde esse autoteste pode ser feito”.

O pedido para a liberação foi enviado pelo Ministério da Saúde na última quinta-feira (13) e recebido pela Anvisa na sexta-feira (14). Para permitir o uso de autotestes, a agência exige que o Ministério da Saúde crie uma política pública voltada à utilização do produto.

Segundo a agência, até agora, o governo federal apenas listou uma série de indicações sobre o uso dos exames, mas não definiu como será a política para uso dos testes.

“O Ministério da Saúde (MS) nos encaminhou recentemente uma nota técnica, na ultima sexta-feira, 14 de janeiro, com orientações para a utilização de autotestes. Essa nota técnica foi avaliada pela procuradoria da Anvisa que emitiu parecer no qual não reconhece o documento enviado pelo MS como sendo uma formalização de política pública. Por isso, não atenderia à premissa regulamentar para ensejar uma regulamentação por parte da Anvisa”, informou a relatora do processo, Cristiane Jourdan.

A sugestão para abertura de uma diligência foi feita primeiramente pelo diretor Rômison Rodrigues Mota.

Em seu voto, o gestor pontuou que o uso dos autotestes será positivo para a rede de saúde brasileira.

No entanto, ressaltou que “a documentação elaborada pelo Ministério da Saúde carece de informações relevantes para respaldar o tema de forma robusta”.

Por essa razão, o diretor sugeriu abertura de diligência de 15 dias. Durante o prazo, o Ministério da Saúde deve formalizar a criação da política pública. Após o envio do documento à Anvisa, a diretoria colegiada fará nova reunião para votar a pauta.

“A diligência será direcionada ao MS para que atenda à requisição apresentada pela relatora, para que seja apresentada outras informações consideradas necessárias pela diretoria colegiada e, posteriormente, avaliada”, concluiu.

Veja, na íntegra, a nota do Ministério da Saúde enviada à Anvisa:

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Acs Mirian Santos
Acs Mirian Santos
Sobre Mirian dos Santos Almeida, 39 anos. É mãe, esposa, formada em Tecnologia em Gestão Ambiental pela Unopar – Universidade do Norte do Paraná, Evangélica, ACS - Agente Comunitária de Saúde - no Município de Rolim de Moura- RO por mais de 10 anos. Mirian usará esse espaço para falar sobre saúde, informar sobre atividades do SUS e informações sobre o cotidiano dos Agentes de Saúde no modo em geral. Seu canal de informações Comente, compartilhe
Rolim de Moura - RO Atualizado às 15h33 - Fonte: ClimaTempo
30°
Pancada de chuva

Mín. 21° Máx. 30°

Ter 28°C 16°C
Qua 27°C 15°C
Qui 27°C 11°C
Sex 29°C 11°C
Sáb 31°C 14°C
Horóscopo
Áries
Touro
Gêmeos
Câncer
Leão
Virgem
Libra
Escorpião
Sagitário
Capricórnio
Aquário
Peixes
Ele1 - Criar site de notícias