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Rondônia #Desaparecida

Mulher que sumiu após desembarcar em aeroporto teve corpo queimado e jogado em fornalha de laticínio

Ela foi vista pela última vez ao sair do aeroporto de Goiânia, após chegar da Colômbia.

20/06/2020 08h34
Por: Redação Verguia Fonte: Por G1 GO
Reprodução Arquivo/Pessoal
Reprodução Arquivo/Pessoal

A Polícia Civil anunciou, na última segunda-feira (15), que concluiu as investigações do caso de L. de O., de 40 anos, que sumiu após desembarcar no aeroporto de Goiânia.

De acordo com a corporação, ela foi assassinada, teve o corpo carbonizado e jogado dentro da fornalha de um laticínio, pertencente a um dos suspeitos do crime.

Ele e um comparsa estão presos. Uma mulher também é investigada.

Segundo as investigações, o laticínio pertence a J. P. F., apontado como mandante do crime.

Segundo a polícia, ele manteve um relacionamento extraconjugal com a vítima e se sentia “feito de bobo” por ela já estar em outra relação. Conforme a investigação, o empresário perdoaria uma dívida de R$ 20 mil do amigo R. R. F., desde que ele matasse a mulher.

O delegado Thiago Martimiano, responsável pelo caso, disse que o suspeito de cometer o crime confessou ter assassinado a vítima com uma marretada na cabeça e que, em seguida, com o auxílio do mandante do crime, queimou o corpo.

"Os objeto pessoais foram todos queimados. Depois, tiraram as cinzas, colocaram em um carrinho e descartaram no mesmo local onde são descartadas as cinzas do laticínio. É impossível [localizar os restos mortais]", disse o delegado.

De acordo com a polícia, os suspeitos de cometerem o crime foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O delegado diz existem várias qualificadoras no indiciamento de homicídio, entre elas a de motivo torpe, sem chance de defesa a vítima e mediante pagamento ou promessa de recompensa.

Anteriormente, o escritório Siffermann e Rocha Advogados Associados representava os dois presos. Mas, no domingo (14), a defesa enviou um posicionamento dizendo que trabalha somente para o mandante do crime e que só vai se manifestar após a conclusão da investigação "em respeito ao sigilo decretado nos autos".

A partir de agora, Divino Diogo Leite é o responsável pela defesa do suspeito de executar o crime. Apesar de o delegado afirmar que ele confessou o crime, em nota o advogado alegou que o cliente não cometeu o homicídio e entregou a vítima viva ao idealizador do crime.

Crime

A mulher desapareceu no dia 13 de fevereiro, após voltar da Colômbia, onde estava morando, e desembarcar em Goiânia. Uma câmera de segurança registrou quando ela entra em um carro após sair do saguão do aeroporto. Depois disto, ela não foi mais vista.

O suspeito de executar o crime é o motorista do veículo visto buscando a vítima. Em depoimento, o homem explicou como cometeu o crime.

"Entre Goiânia e Bela Vista, a vítima dormiu por causa da viagem. Ele parou o carro e desferiu um golpe de marreta na cabeça dela. Ela desfaleceu. Ele já tinha combinado com o com o suspeito de planejar o crime de que ia levar o corpo ao laticínio", afirma.

O suspeito de executar a mulher, afirmou à polícia que a vítima morreu logo após o golpe. Em seguida, ele parou o carro em um lixão, pois, segundo o delegado, havia combinado com o suspeito de planejar o crime que só levaria o corpo para o laticínio mais tarde, quando o expediente já tivesse sido encerrado.

Uma mulher, que era babá da filha da vítima, é suspeita de intermediar a viagem, bem como planejar a logística do crime. Ela é investigada junto aos dois indiciados e não foi presa.

Dívida e chantagem

Segundo o delegado Thiago Martimiano, o suspeito de planejar o crime é casado, mas manteve um relacionamento com vítima, com quem teve uma filha. Porém, atualmente, ela estava vivendo na Colômbia e estava se relacionando com outro homem.

“O suspeito de planejar o crime mostra um misto de sentimentos. Ele diz que nutria um afeto pela vítima, mas, nas palavras dele, era feito de bobo, pois estava mantendo a filha e, eventualmente a mulher, financeiramente, e ela já estava com outra pessoa e isso, nas palavras dele, o magoava muito. Além disso, ele se sentia extorquido e chantageado, pois a mulher poderia dizer algo para a esposa dele, que não sabia tanto da existência do relacionamento quanto da filha que eles tinham”, contou o delegado.

Diante dessa situação, segundo o delegado, o empresário pediu ao amigo  que matasse a mulher. Inicialmente, conforme o investigador, o amigo do empresário chegou a passar 13 dias na Colômbia vigiando a vítima, mas não conseguiu cometer o homicídio.

“O amigo do empresário devia de R$ 20 mil a R$ 30 mil e disse que faria o serviço, resolveria esse problema que o empresário narrava que tinha, em troca da quitação da dívida”, disse Martimiano.

Nota da defesa do empresário:

O escritório Siffermann e Rocha, observando o sigilo que ainda recai sobre a investigação do desaparecimento de L. de O., faz uso do presente para informar os veículos de informação que:

Na data de 29.05.2020, o escritório Siffermann e Rocha foi contatado por familiares de J. P. F, para exercer a defesa dos investigados J. P. F e R. R. F.

J. P F. e R. R. F eram conhecidos de longa data, sendo que a família do primeiro, em razão do apreço entre ambos e a hipossuficiência de Ronaldo, consentiu no patrocínio da defesa do último em um primeiro momento.

Essa banca entrou em contato pessoal com J. P. F no dia 30.05.2020, sendo que o mesmo estava recolhido na Decap de Goiânia desde 28.05.2020.

Na oportunidade, constatou-se que o preso estava machucado, diferente do que apresentava laudo do IML com resultado negativo para qualquer lesão.

Não fosse isso, após acesso a algumas informações, constatou-se que J. P. F fora ouvido por 3 vezes sobre os mesmos fatos, sem a presença de advogado, sendo a última vez em 30.05.2020, apresentando versões diferentes em todas as 3 oportunidades.

Diversamente do que tem sido afirmado pela atividade policial, dando aos suspeitos o etiquetamento de culpados, esta assessoria apenas levou ao juiz responsável pelo caso esses fatos, que foram ratificados pela Comissão de Direitos Humanos (presencialmente) e pela Câmara Municipal de Direitos Humanos de Goiânia, sem apontamento do que teria gerado as lesões no suspeito. A autoridade judicante, ao ficar ciente, determinou novo exame de corpo de delito que foi realizado no dia 02.05.2020 e constatou lesões.

Tal fato exigiu desta assessoria atuação responsável para manutenção da integridade de R. R. F, na ocasião em que este foi recambiado de Buriticupu/MA para Goiânia/GO.

Mantivemos contínuo contato com a delegacia de Buriticupu, bem como com a unidade prisional de Açailândia, acompanhando todo o trânsito de R. R. F para Goiânia.

Como as informações não eram detalhadas, definimos que importaria fazer campana junto a Delegacia, naquela data, supondo que o suspeito havia se deslocado do Maranhão ainda na parte da manhã.

Outrossim, tomamos o cuidado de providenciar a presença de familiar durante a chegada de R. R. F em Goiânia, para que este sentisse seguro e pudesse solicitar roupas, produtos de higiene, razão pela qual contatamos o advogado Divino Diogo (primo de Ronaldo).

Após a chegada de R. R. F, o mesmo foi conduzido ao IML, sendo acompanhado pela equipe do escritório e pelo seu primo.

Em seguida, foi levado a delegacia onde requeremos acesso imediato ao preso, que inicialmente fora negado pela autoridade policial, forçando-nos a entrar em contato com o órgão de prerrogativas da OAB/GO para que finalmente nos fosse oportunizado contato.

O receio era que se concretizasse sobre Ronaldo as suspeitas do que teria ocorrido sobre Jucelino, sendo, portanto, uma medida preventiva. A atuação nos levou a falarmos com o suspeito, acesso, inclusive franqueado ao advogado, primo do suspeito, Diogo.

R. R. F ficara calado no seu primeiro interrogatório realizado em 05.06.2020, diligência que contou com a presença do Dr. Divino, advogado que seguia a nossa orientação técnica.

Por derradeiro, após entregar substabelecimento ao Dr. Divino, para que este pudesse ter acesso ao primo e nos auxiliar com as visitas ao preso, uma série de eventos (como questões contratuais e linha técnica adotada por cada advogado) implicou na retirada do escritório em relação a representação de R. R. F.

Não se sabe, por qual razão fora marcado novo interrogatório, uma vez que Ronaldo, desde o princípio, manifestou interesse em fazer uso do silêncio.

Em relação ao questionamento apresentado pelo G1, a respeito das declarações prestadas por R. R. F, necessárias as seguintes considerações:

1) há contradições nebulosas nas primeiras informações disponibilizadas. De início, R. R. F ficou calado e logo após, tenta atribuir culpa exclusiva a J. P. F;

2) não fora disponibilizada a defesa de J. P. F as declarações de Ronaldo prestadas no dia 12.06.2020, fato que ensejou, inclusive, tomada de medida judicial pendente de apreciação pelo plantão judiciário;

3) a defesa atual de R. R. F é realizada, exclusivamente, pelo advogado Divino Diogo, sendo que o escritório não se responsabiliza e não corrobora com as declarações prestadas a mídia no dia 12.06.2020, sobre um processo sigiloso;

4) em respeito ao sigilo decretado nos autos, a defesa de J. P. F aguarda a conclusão da investigação, o amplo acesso a toda documentação, para só então divulgar a versão que condiz com a verdade, pontuando todas as contradições apresentadas pelo investigado R. R. F.

Nota da defesa do suspeito de executar a mulher

Ao escritório Diogo & Susano Advogados, cumpre esclarecer em defesa do Sr. R. R. F., de forma sintetizada, o seguinte:

Desde o início do cerceamento da liberdade do Sr. R., em Buriticupu/MA, este manifestou perante o Delegado e a todos os advogados que o procurou, que sua pretensão era de ser defendido exclusivamente pelo advogado Dr. Divino Diogo.

Após a sua chegada em Goiânia, o direito assegurado a R., de permanecer em silêncio foi coincidente tanto pela defesa de J. P. F quanto pela de Ronaldo, em razão da fase prematura das investigações.

Porém, no dia 07/06 (domingo), os advogados de J. P. F. foram ao encontro de R., para pressioná-lo a afastar o Dr. Diogo de sua defesa, dizendo inclusive que J. P. F. já havia pago os honorários pela sua defesa. Disse ainda que sua família estaria protegida durante todo seu encarceramento. Fato contínuo, R., confessou ter matado a mulher.

A defesa de R., ao tomar conhecimento de tal façanha, imediatamente se dirigiu até a delegacia para desconstruir todos os documentos que R., havia assinado para os advogados de J. P. F. e voltou a defendê-lo, porém, a confissão já havia sido realizada.

Diante de todo contexto, a defesa de R., respeita os trabalhos de investigação da Polícia Civil, mas permanece convicta de sua inocência.

Por fim, a equipe do escritório Diogo & Susano Advogados sinaliza que tomará as devidas providências junto ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-GO, para apurar as possíveis infrações cometidas pelos advogados de J. P. F. ao tentar cooptar Ronaldo e permanecerá atuando de forma incisiva e ética durante toda fase processual.

 

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