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Saúde #Covid-19

Médica desiste de trabalhar em hospital no Maracanã: “Não tem medicação”

A anestesista Priscila Eisembert tomou a decisão no primeiro dia de plantão. Segundo ela, faltam medicamentos e exames para os pacientes

23/05/2020 21h30 Atualizada há 1 semana
Por: Redação Verguia Fonte: G1 RJ
Médica desiste de trabalhar em hospital para Covid-19. Reprodução/TV Globo
Médica desiste de trabalhar em hospital para Covid-19. Reprodução/TV Globo

Uma médica pediu demissão do Hospital de Campanha do Maracanã, por causa da falta de infraestrutura para trabalhar no local.

A anestesista Priscila Eisembert tomou a decisão no primeiro dia de plantão. Segundo ela, faltam medicamentos e exames para os pacientes.

As informações são do G1 RJ.

“Tem muito profissional querendo trabalhar (…) mas infelizmente não dá pra ter estômago pra ver essa atrocidade. O médico, infelizmente, não faz milagre. Ele precisa ter o mínimo pra trabalhar. Aquilo é um CTI de fachada. Não tem nem o mínimo de um CTI”, afirmou.

Ela continua.

“Conforme as intercorrências foram acontecendo e eu fui examinando individualmente cada paciente e cada medicação que eu precisava fazer eu fui descobrindo que não tinha. Eu tive problemas com todos os pacientes. Um dos casos foi um paciente que recebi por Covid com arritmia cardíaca importante, com a frequência cardíaca de 160, e eu precisava baixar a frequência e não tinha medicação”.

A médica disse que faltam sedativos - medicamentos fundamentais para quem está recebendo tratamento.

“Não tinha midezolan e fentamil. São sedativos. O paciente precisa tá acoplado à ventilação mecânica e eles precisam estar bem sedados. Se não a gente não consegue usar o ventilador. Se não estiver sedado, além de ele brigar com o ventilador, a gente não consegue botar os parâmetros ideais no ventilador. E em termos emocionais também é muito ruim, porque o paciente acaba tendo consciência. (…) E a gente não tinha nenhum betabloqueador, que a medicação que eu precisava fazer pra ele”, concluiu.

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro disse que constatou a falta de medicamentos e que vai cobrar providências da Organização Social Iabas, que é responsável pelo hospital.

A Iabas, por sua vez, afirmou que não há falta de remédios.

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