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Brasil #Proteção

18 de Maio: Dia Nacional de combate ao abuso sexual contra crianças e adolescentes

Queridos leitores, venho aqui discorrer sobre um tema importantíssimo na infância e adolescência.

18/05/2020 10h39 Atualizada há 1 semana
Por: Josiane Alves Rolim Fonte: Redação
Reprodução
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Quando se fala qualquer pessoa, é realmente qualquer pessoa, podendo ser as pessoas mais importantes de vida; pai, avos, tios, primos (a) que estão dentro do ciclo familiar como pessoas de proteção e cuidado, pessoas menos importantes dependendo do vínculo; padrasto, amigos, vizinhos, e pessoas desconhecidas.

"O abuso sexual deixa a maioria das pessoas incomodadas. É triste pensar que adultos causem dor física e psicológica nas crianças para satisfazer seus próprios desejos, especialmente quando esses adultos são amigos ou confiáveis membros da família." (Watson, 1994, p.12).

Orientar é o primeiro passo que você responsável por uma criança ou adolescente precisa fazer.

Um dos questionamentos relacionados que surgem em consultório é, “eu achava que nunca ia acontecer com meu filho”, não temos o dever de achar, mas sim o dever de agir.

Caso Aracelli Cabrera Sánchez Crespo

“Sexta feira, 18 de maio de 1973 em vitória, começou a trágica história de Aracelli, uma menina de 8 anos bonita, desenvolvida, de olhos negros, que usava uniforme de cor azul, saiu da escola em direção ao ponto de ônibus na esquina do bar Resende em frente a uma banca de jornais.”

Aracelli senta-se em uma cadeira e começa a brincar com o gato que sempre encontrava por ali, o ônibus aparece, mas Aracelli alisando o gato, não percebe e acaba perdendo o ônibus. Aracelli foi raptada, violentada e morta. Devido a esse crime bárbaro foi sancionada a LEI Nº 9.970, de 17 de maio de 2000, que institui o dia 18 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Em alusão a esse dia foi criado a campanha faça bonito que tem uma flor como símbolo, que ilustra uma lembrança dos desenhos da primeira infância, associando a fragilidade de uma flor com a de uma criança indefesa.

O desenho também tem como finalidade proporcionar maior proximidade e identificação junto à sociedade com a causa.

Abuso sexual e suas consequências na infância e adolescência

O abuso sexual infantil e adolescente é entendido como uma violação sexual praticada sem consentimento ou entendimento, onde a criança e levada a realizar atividade sexual em outrem por culpa, medo, troca (dinheiro, brinquedo, comida, doces...), sendo seu corpo violado por uma pessoa de total confiança para a criança.

Os envolvidos fazem parecer uma situação inofensiva e as crianças e adolescente acabam não tendo como reagir no primeiro momento, assim que percebem que é algo abusivo e que não é legal, são induzidas a manterem-se em silêncio, pelas trocas citadas anteriores, por causa da figura de apego (ex. mãe), por vergonha etc.

Diante da exposição ao abuso sexual uma criança ou adolescente apresentará consequências psicológica, física, familiar, social, emocionais entre outras. Uma criança exposta ao ato de abuso pode reagir de várias formas, sentirá confiança podendo contar aos pais, professores e amigos, ficará em silêncio e algumas poderão não ter nenhum tipo de reação por não entender o que realmente esta acontecendo.

Quando seu filho não quiser cumprimentar aquele parente, e você insiste, ele pode estar dizendo um “NÃO” (sem perceber, você ignora e faz ele ir lá cumprimentar, pegar na mão e as vezes até sentar no colo), as crianças têm várias formas de demonstrar que algo estar errado essa é só uma delas.

Quando uma criança ou adolescente e bem ativa, brincalhona, e do nada começa a querer não ir mais à casa de um parente, naquele vizinho que você deixa toda vez que precisa sair de casa, antes ele ia feliz, hoje vai chorando, atente-se aos detalhes que costumam estar escondido ao abuso.

Abusador não tem sexo, nem idade definida, então a melhor maneira que existe é a orientação.

Oriente seu filho aos cuidados com seu corpo, com as partes íntimas e acima de tudo que somente ele pode tocar no seu corpo, se alguém, qualquer pessoa quiser fazer algo contra seu corpo “NÃO PODE”, que ele deve falar, “JAMAIS GUARDAR SEGREDO”.

Nos últimos dias devido a pandemia (covid-19) os casos de abuso têm aumentado, um dos motivos é o fechamento das escolas, fazendo as crianças ficarem em casa, ficando assim, mais vulneráveis e indefesas. Devido a isso podem apresentar alterações comportamentais e emocionais agressividade, medo, raiva, nojo, tristeza e ansiedade.

Uma criança deve ser protegida, acolhida, reservada, orientada e amada, se isso estiver faltando em casa, pode ser um risco para uma pessoa sem caráter se aproveitar e praticar coisas abusivas contra um inocente.

Lembre-se abusador (a) não tem cara, não tem coração, não tem princípios e vai fazer de tudo para te conquistar, imagina seu filho.

Fique atento aos sinais e denuncie, o disque 100 é um serviço da Secretaria de Direitos Humanos da Previdência da República que recebe denúncias de abuso e exploração contra crianças e adolescentes.

Em qualquer suspeita de abuso se a criança ou adolescente nega que algo esteja acontecendo, mas, você pai ou responsável tem dúvida, busque auxílio de um profissional da área da saúde médico, psicólogo, psiquiatra, para que seja realizada uma investigação.

Visto que com uma intervenção os danos emocionais, psicológicos e psiquiátricos podem ser minimizados.

Psicóloga Josiane Rolim

CRP 20/08300 - Esp. em Terapia Cognitivo Comportamental

Referências

JOSÉ LOUZEIRO, Aracelli, meu amor. 1976.

UNICEF, Covid-19: Crianças em risco aumentado de abuso, negligência, exploração e violência em meio à intensificação das medidas de contenção. 2020.

WATSON, K. Substituir os prestadores de cuidados: Ajudar abusadas e negligenciadas, Washington, DC: Centro Nacional de Abuso e Negligência de crianças, 1994, p12.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. (Organização Mundial da Saúde) Documentos e publicações da Organização Mundial da Saúde. Geneva, 2003.

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Psicóloga Josiane Rolim
Sobre o Psicóloga Josiane Rolim
Graduada em Psicologia pela FAROL - Facul. Rolim de Moura, Especialista em Terapia Cognitiva Comportamental, Especializando em Neuropsicológica pelo CIAP Educacional e em Metodologia e Didática do Ensino Superior pela Faculdade FAROL. Atua como Psicóloga Clínica na - São Lucas Centro de Diagnóstico Clínico em Rolim de Moura, e como Psicóloga Social na Secretária de Assistência Social do Município de Castanheiras no Estado de Rondônia. Palestrante e Escritora
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