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Religião #Artigo

O Pão da porção costumeira - Parte I

Bênção Diária do Contentamento

13/05/2020 21h26 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação Verguia Fonte: Redação com Pastor Jormicezar Fernandes da Rocha
Imagem Ilustrativa
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Pv 30 8, 9 - Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume;

9 - Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o SENHOR? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão.

Leitura analítica e reflexiva

Depois de uma auto-análise e descobrir quão fraco era para lidar com a vaidade, a mentira, a riqueza, a pobreza e as iguarias mundanas do rei, Agur fez cinco pedidos a Deus em sua oração e os justificou:

Pedidos: 1 - Afasta de mim a vaidade;

2 - Afasta de mim a palavra mentirosa;

3 - Não me dês nem a pobreza;

4 - Não me dês nem a riqueza;

5 - Mantém-me do pão da minha porção costumeira.

Justificativas: 1 - para que, porventura estando farto não te negue e venha a dizer: Quem é o Senhor?

2 - ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão. Assim, todos os atos da nossa vida, inclusive orações, devem ser precedidos de auto-análise e sensatez, a exemplo do que se pratica quando da Ceia do Senhor:

1 Co 11.28 - Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice.

Leitura complementar

Lc 3 14 - E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo.

1 Tm 6 6 - 12 - Mas é grande ganho a piedade com contentamento.

7 - Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele.

8 - Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.

9 - Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.

10 - Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.

11 - Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.

12 - Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas.

Introdução

Pensar na porção do costume diário como suficiência para o nosso viver em um século consumista e exibicionista é surpreendente. Somente o cristianismo bíblico, verdadeiro e autêntico perfilha por esta via, posto que até as religiões estão divorciando-se do Cristo, da Bíblia, do Evangelho e da Cruz para fabricar e mercadejar seus produtos, artigos de fé e promessas, por avultosas somas de dinheiro. Para muitos é mais fácil pagar uma penitência por uma benção, comprar uma indulgência por perdão do que obedecer com temor e humildade a Palavra de Deus, vivendo exemplarmente verdadeira vida cristã, haja vista que isto lhe custará renúncia e o levar a cruz junto com Cristo.

Porção diária dá idéia de quantidade limitada ou quota. Dá a ideia de contentamento, fé, esperança, certeza da provisão de Deus para o outro dia.

É como viver um dia por vez, acreditando que Deus está no controle e que o pão nosso de cada dia é para hoje. O pão de amanhã virá a seu tempo. Neste aspecto, até a falta de pão deverá ser recebida com alegria e agradecida como oportunidade de viver não somente de pão como Jesus salientou em sua contra-argumentação oral a Satanás, ao ser tentado ao milagre da transformação de pedra em pão.

Mt 4.2 - E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;

3 - E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.

Contudo, esse princípio não valida a preguiça nem tão pouco a falta de planejamento pessoal e o desgoverno financeiro. Aliás, estimula o trabalho, a coragem e a fé naquele que faz a terra produzir, dando a chuva e o sol nas estações respectivas e o seu fruto no tempo certo. Estimula o autocontrole, o viver digno, honroso e respeitoso, com moderação, especialmente o desejo de ter, exercendo o contentamento e a prudência como virtudes essenciais. Ensina evitar o desperdício, a luxúria e a orgia, dando preferência à qualidade de vida saudável, à sabedoria, gratidão e o conhecimento, como a seguir se verá neste estudo. Verá também que o contentar-se apenas com a porção com que está acostumado é mais que uma educação cultural, um verdadeiro aprendizado espiritual.

Porção do costume

Não fazemos juízo do quanto é interessante nos satisfazermos apenas com a porção do costume, também conhecido como o hábito de alimentar-se com temperança ou sem exageros. Porção do costume nada mais é que o necessário para suprir as necessidades básicas para uma pessoa sobreviver dignamente. Cada pessoa foi criada e acostumada com determinadas coisas como café da manhã, almoço, janta, lanche, habitação, roupas, calçados, produtos de higiene, medicamentos, momentos de culto, momentos de lazer, família e atividades conjugais, isso pode ser-lhe o pão da sua porção de costume individual.

É oportuno dizer que em alguns lares a porção do costume varia de acordo com as posses das pessoas, a condição física e a cultura da região. Porém, é razoável frisar que ao falar em porção do costume, no contexto em que o tema está inserido, não inclui nenhum artigo de luxo nem dos exageros consumistas, mas sim, do necessário para uma pessoa sobreviver com dignidade, sustentar a sua família e poder, naturalmente, exercer com liberdade os atos da vida. Também não inclui no conceito acima exposto a vaidade do ter tudo na vida, do possuir tudo o que desejar, nem da centralização absoluta do domínio dos seguimentos sociais como executivo, legislativo, judiciário, religioso, científico, cultural, econômico, financeiro, fama ou outro qualquer meio que produza satisfação egoística. Não. Não é o ganancioso assentar no topo da pirâmide da vaidade, mas do contar-se com o necessário. Simplesmente isto.

Para melhor compreender a dinâmica dessa porção com contentamento, reporto-me a um respeitado pastor, de saudosa memória, Cezínio de Oliveira Dias, que ao ministrar sobre mordomia econômica indagou a seus discípulos: quantos pares de sapatos eles usavam por vez? Quantas mudas de roupas vestiam a cada troca? Quantos pares de talheres usavam para uma refeição? Quantos quartos da casa eram usados para uma pessoa dormir? Todos responderam afirmando: UM. Ele disse muito bem. Acertaram.

Então ele concluiu, tudo o que passar disso foge ao conceito de porção do costume. Insistiu aquele ancião em perguntar: quantos quilogramas de comida cada um comia por refeição sem provocar mal-estar? Quantos litros de água tomavam por dia? Quantos pães comiam ao café da manhã? Mesmo variando um pouco a resposta de cada um, respeitadas as individualizes, todos disseram não ser muita coisa. Então, mais uma vez ele disse: essa é a porção do costume e não precisamos de nada mais que isso.Arrematando a conversa, o velho ensinador disse: partiremos deste mundo sem nada levar daquilo que excedeu à porção utilizada.

Onde as pessoas erram?

Algumas pessoas, mesmo acostumadas com a sua porção diária diminuta, quando vão à casa alheia ou a uma festa onde tem comida farta, tomam até quatro vezes a porção costumeira e tentam acomodar tudo isso em seu ventre. Algumas, depois, até passam mal. Esse excedente foge ao conceito de porção do costume, mesmo porque essa extravagância ultrapassou a capacidade de digestão do organismo e prejudica a própria saúde.

Quando temos que pagar comemos menos ou economizamos os produtos. Quando os tem gratuitamente exageramos no consumo. Isso é ir além da porção costumeira. É glutonaria, pecado condenado por Deus, socialmente deselegante, provocador da obesidade, inimigo da prosperidade e destruidor da ética alimentar.

Com as ilustrações acima podemos concluir que, na maioria das vezes, as pessoas erram com relação à porção necessária à qual estão acostumados. Esse mal hábito além de encarecer a sobrevivência, expõe as pessoas a muitas doenças do corpo e da alma. Há quem passa a sofrer de obesidade, outras de pressão alta, algumas de diabetes, outras de colesterol ou qualquer outra. A essa altura, a melhor coisa é voltar-se à porção do costume, desde quando essa porção esteja dentro dos limites aconselháveis para uma vida de qualidade. Quem se contenta com o pão da porção do costume vive melhor, utiliza melhor o seu tempo, evita o stress, desfruta de melhor saúde, economiza suas energias para atividades que de fato valem a pena e surte mais efeitos positivos para a vida eterna. Agur tinha razão.

Provérbios

O livro de provérbios é uma coleção de ditados substanciais nos quais, através de comparação ou contraste, algumas verdades importantes são expostas. Entre as virtudes elogiadas nesse livro estão a busca da sabedoria, a piedade filial, a liberalidade, a fidelidade doméstica e a honestidade nos relacionamentos. Entre os vícios condenados estão a intemperança no comer e no beber, a licenciosidade, a falsidade, a preguiça a discórdia e as más companhias. O livro de provérbios contém 375 máximas (Boyer), desconectadas entre si, expressas em poucas palavras, mas que ensinam grandes lições para a vida em todos os tempos ou a qualquer tempo em específico. Se a maioria dos provérbios foram escritos por Salomão, tem-se que foram escritos por volta do ano 970 a.C.

Diz-se Provérbios de Salomão porque são, em maior parte, de sua autoria. Os provérbios de Salomão chegam a três mil. Seus cânticos a mil e cinco, dos quais, talvez os melhores, escolheu para seu livro. Provérbios, em regra, são ditados ou máximas comuns a todas as nações ou pessoas do mundo antigo, cujos efeitos, com as devidas adequações, continuam sendo fonte de inspiração e de valiosos ensinamentos de natureza moral, patrimonial e espiritual.

Entretanto, outros parceiros foram convidados a deixar suas contribuições na composição do livro de Provérbios da Bíblia, como Agur e o rei Lemuel, sem contar que alguns provérbios de Salomão foram transcritos pelos homens do rei Ezequias. Mas, de qualquer forma, os provérbios bíblicos são verdadeiras fontes de sabedoria e de ricos conteúdos válidos para o fortalecimento da vida e da conduta humana em geral, superando em qualidade moral e espiritual, conteúdo e estilo, os postulados filosóficos e poéticos de seu tempo. É bem verdade que os provérbios bíblicos se revestem de confiabilidade inspiracional da parte de Deus, como toda a Bíblia o é, razão pela qual o presente estudo se firma a partir de uma máxima extraída desse importante livro.

Riqueza do livro de Provérbios

Tudo que se precisa para a vida, pode ser encontrado no livro de Provérbios. A dificuldade, contudo, é para os olhos ou para a mente humana menos providos de luz, detectar e extrair estas riquezas e aproveitá-las em suas essências ao cotidiano. Com um conteúdo diversificado Provérbios tratam da sabedoria, leviandade, bondade, riqueza, pobreza, uso da língua, violência, paz, orgulho, humildade, justiça, disputas, glutonaria, amor, luxúria, família, caráter, fé, coragem, preguiça, trabalho, vigilância, prudência, misericórdia, piedade, prosperidade, temor do Senhor, ética pessoal privada e pública. Há uma abrangência (Wycliffe) tão grande em sua perspectiva que parece que nenhuma fase do relacionamento humano foi esquecida. Seu tom é universalista vez que a palavra Israel está ausente desse livro, dando a entender que seus ensinamentos podem ser aplicados a todos os homens, em todas as épocas e partes do mundo. Além disso, não se deve negar que a perspectiva de provérbios esteja essencialmente de acordo com a ênfase do Novo Testamento sobre as esperanças terrenas, a prosperidade material, juízo universal e a vida eterna.

Citação do livro de Provérbios no Novo Testamento

Existem várias citações de Provérbios no Novo Testamento. Dentre elas: o texto de provérbios 3.11,12 é mencionado em Hebreus 12.5,6 como um tema de aplicação direta a todos os crentes. A relação entre o justo e o iníquo com Deus é mostrada em Tiago 4.6 como sendo uma citação de Provérbios 3.34, na septuaginta. O uso de Provérbios 25.21,22 pelo apóstolo Paulo em Romanos 12.20 é característico do poder do ensino da ética proverbial. Talvez o provérbio mais notável e mais frequentemente citado, seja encontrado em 24.12: “Não pagará ele ao homem conforme suas obras?” A doutrina do Juízo, assim ensinada foi reiterada em Mateus 16.27: Romanos 2.6; 2 Timóteo 4.14; Apocalipse 2.23; 20.12 e 22.12 (Wycliffe).

Em que pese o livro de Provérbios não se oferecer a uma fundamentação doutrinária como os ensinamentos de Jesus e as epístolas, contudo, não pode ser desprezado, mesmo porque seu conteúdo está ligeiramente vinculado a princípios que estão validados por toda a Escritura.

Provisão diária em porções suficientes

Porção não é tudo, mas é uma boa parte. O suficiente. Não sobrando nem faltando. A Bíblia, em diversas partes, mostra o cuidado diário de Deus para com a sua criação. Ele pode ser visto todos os dias como que abaixando a bandeja alimentar a todas as espécies, suprindo as suas respectivas necessidades e garantindo a sobrevivência harmônica e saudável do sistema natural, obviamente sem perder de vista assuas finalidades, inclusive a da formação da cadeia alimentar, haja vista que quando uma espécie alimenta a outra, não deixou de prestar um grande serviço ao criador, assim como o empregado, quando se gasta no trabalho do patrão ou este quando reduz seu patrimônio para pagar o empregado, não deixam de prestar bom serviço ao Senhore criador de ambos.

A seguir, várias porções serão colacionadas e estudadas consolidando a ideia da suficiência das bênçãos celestiais contidas em apenas uma porção, dando a entender que precisamos nos contentar com essa porção, por ser o que realmente basta. Talvez essa educação espiritual terá que ser aprendida, mas como ensinador por excelência, Deus nunca se cansa de repetir as lições até que todos que desejam a aprendam:

Porção de Deus

Deus é o Senhor dos céus e da terra, criador e sustentador de todas as coisas. Ele é onipotente. Desta forma e poderia ter feito tudo de uma vez, mas preferiu utilizar o método das porções. Neste estudo, entende-se por porção de Deus aquilo que ele fez em porções e aquilo que ele escolheu como porção sua. Assim:

a)  Na Criação - Ao organizar a terra criada, Deus fez que esta aparecesse em porções, Gn 1.9,10 - E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca; e assim foi. 10 - E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares; e viu Deus que era bom.

b) Na escolha do seu povo – Dt 32.9 - Porque a porção do SENHOR é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança.

Aprendamos com Deus a fazer as coisas, uma de cada vez, que tudo dará certo.

Porção dos irmãos de José

Com uma inteligência dada por Deus, ao abençoar seus irmãos, José o fez em porções, dando a Benjamim, cinco vezes mais, Gn 43.34 - E apresentou-lhes as porções que estavam diante dele; porém a porção de Benjamim era cinco vezes maior do que as porções deles todos. E eles beberam, e se regalaram com ele. A porção de Benjamim foi a maior porque ele não teve participação no sofrimento de José, antes, juntamente com seu pai, sofreu muito por seu irmão.

Porção diária do maná

Na caminhada do povo de Israel no deserto, o Senhor lhe proveu de água, de pão e de carnes suficientes para a alimentação de cada dia. O que colhiam a mais apodrecia, mas o que precisavam nunca faltou,

Êx 16.15-19 - E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? Porque não sabiam o que era. Disse-lhes, pois, Moisés: Este é o pão que o SENHOR vos deu para comer.

16 - Esta é a palavra que o SENHOR tem mandado: Colhei dele cada um conforme ao que pode comer, um ômer (3L) por cabeça, segundo o número das vossas almas; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda.

17 - E os filhos de Israel fizeram assim; e colheram, uns mais e outros menos.

18 - Porém, medindo-o com o ômer (1 a 3L), não sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera pouco; cada um colheu tanto quanto podia comer.

19 - E disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para amanhã.

20 - Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, antes alguns deles deixaram dele para o dia seguinte; e criou bichos, e cheirava mal; por isso indignou-se Moisés contra eles.

21 - Eles, pois, o colhiam cada manhã, cada um conforme ao que podia comer; porque, aquecendo o sol, derretia-se.

31 - E chamou a casa de Israel o seu nome maná; e era como semente de coentro branco, e o seu sabor como bolos de mel.

33 - Disse também Moisés a Arão: Toma um vaso, e põe nele um ômer cheio de maná, e coloca-o diante do SENHOR, para guardá-lo para as vossas gerações.

35 - E comeram os filhos de Israel maná quarenta anos, até que entraram em terra habitada; comeram maná até que chegaram aos termos da terra de Canaã.

Nm 11. 4-9; Dt 8.3; Js 5.12; At 7.39; Fp 3.13.

O maná aparentemente simples, mas era de grande teor nutritivo. Apenas uma pequena quantidade desse alimento durante o dia era suficiente para manter o corpo humano saudável e em perfeito funcionamento. Além de nutrir completamente o organismo, o alimento era 100% utilizado pelo corpo, nada ou quase isso sobrando para dejetar e poluir o arraial. Observe que apenas um ômer por cabeça era suficiente para alimentar dignamente uma pessoa um dia, em todas as suas refeições. Era mesmo provisão divina. Assim como Jesus transformou água em vinho, multiplicou pães e peixes, dava ao maná teor nutritivo de todos os alimentos em um só. Além disso, o maná nunca fazia mal, nem dava indigestão. Assim é a porção diária do Pão vivo que desceu do céu, nunca faz mal, aliás, faz bem a todos.

A porção de Moisés

Deus cuidou bem de Moisés, reservando-lhe uma porção excelente, Lv 8.29 - E tomou Moisés o peito, e ofereceu-o por oferta movida perante o SENHOR. Aquela foi a porção de Moisés do carneiro da consagração, como o SENHOR ordenara a Moisés.

Como cada um tem a sua porção, obviamente você tem a sua. Atente-se para ela, tal qual o servo que recebera cinco talentos.

A porção do sacerdote

Cuidando bem de seus obreiros o Senhor ordenou a Moisés que os sacerdotes teriam porção especial da oferta do sacrifício que os filhos de Israel teriam que trazer ao altar,

Êx 29.26 - E tomarás o peito do carneiro das consagrações, que é de Arão, e com movimento oferecerás perante o SENHOR; e isto será a tua porção.

Lv 7.33 - Aquele dos filhos de Arão que oferecer o sangue do sacrifício pacífico, e a gordura, esse terá a espádua direita para a sua porção;

Lv 7.35 - Esta é a porção de Arão e a porção de seus filhos das ofertas queimadas do SENHOR, desde o dia em que ele os apresentou para administrar o sacerdócio ao SENHOR.

A porção dos guerreiros

Os homens que saiam à guerra não ficaram desamparados, cada um recebeu a sua porção, de modo que suas famílias não passaram necessidade,

Nm 31.36 - E a metade, que era a porção dos que saíram à guerra, foi em número de trezentas e trinta e sete mil e quinhentas ovelhas.

Porção do primogênito filho da desprezada

O Senhor, riquíssimo em misericórdia, protegeu até o filho da desprezada por seu marido,

Dt 21.17 - Mas ao filho da desprezada reconhecerá por primogênito, dando-lhe dobrada porção de tudo quanto tiver; porquanto aquele é o princípio da sua força, o direito da primogenitura é dele. Orientado por Deus, Moisés teve o cuidado de registrar os princípios de justiça estabelecidos pelo criador para orientar e reger a nação que acabava de emergir do Egito como um povo especial de sua peculiar propriedade. O filho primogênito de um hebreu, ainda que nascido de uma escrava, era quem gozaria desse privilégio.Justiça seja feita.

Porção do Legislador e Chefe

A tribo de Gade, por sua bravura logrou destaque de chefe, legislador e juiz. Os rostos de seus homens pareciam de leões, e determinação, além de conquistar a sua herança, atravessou o Jordão e ajudou as demais tribos a possuírem a sua, em razão disso herdou a herança do Chefe, Juiz ou Legislador,

Dt 33.21 - E se proveu da melhor parte, porquanto ali estava escondida a porção do legislador; por isso veio com os chefes do povo, executou a justiça do SENHOR e os seus juízos para com Israel. A lição que fica é que o reino de Deus é exercido com fé, coragem, esperança e perseverança. Que os crentes sejam como os filhos de Gade, além de possuírem a sua herança, ajudem os demais em suas lutas e conquistas, sem exigir nada em troca.

Porção do Rei

À cerimônia de unção de Saul, primeiro rei de Israel, o profeta Samuel reservou uma porção de alimentos significativa, dada a importância que aquele ato representava para a nação, 1 Sm 9.23 - Então disse Samuel ao cozinheiro: Dá aqui a porção que te dei, de que te disse: Põe-na à parte contigo. Era para ter dado certo. Deus fez tudo com o máximo de consideração e respeito à pessoa de Saul, mas infelizmente ele não valorizou sua oportunidade. Que lição maravilhosa fica para todos que já alcançaram postos altos no ministério. Valorizem isso. A chance pode não repetir.

Porção em serviço de restauração

Neemias na condição de líder das obras de restauração dos muros de Jerusalém, organizou os trabalhos em porções e, para cada porção, designou um responsável, na seguinte ordem:

Ne 3.11 -A outra porção reparou Malquias, filho de Harim, e Hasube, filho de Paate-Moabe; como também a torre dos fornos.

Ne 3.19 -Ao seu lado reparou Ezer, filho de Jesuá, líder de Mizpá, outra porção, defronte da subida à casa das armas, à esquina.

Ne 3.21 -Depois dele reparou Meremote, filho de Urias, o filho de Coz, outra porção, desde a porta da casa de Eliasibe, até à extremidade da casa de Eliasibe.

Ne 3.24 -Depois dele reparou Binui, filho de Henadade, outra porção, desde a casa de Azarias até à esquina, e até ao canto.

Ne 3.27 -Depois repararam os tecoítas outra porção, defronte da torre grande e alta, e até ao muro de Ofel.

Ne 3.30 -Depois dele reparou Hananias, filho de Selemias, e Hanum, filho de Zalafe, o sexto, outra porção; depois dele reparou Mesulão, filho de Berequias, defronte da sua câmara.De há muito já está comprovado que o trabalho feito em porções ou linhas de produção, frente de serviço, equipe especializada, facilita o gerenciamento e faz aumentar a produtividade. Além disso, melhora as condições locais de trabalho e proporciona um resultado qualitativa e quantitativamente mais vantajoso.

Porção do crente sofredor

Todo crente sofredor, que não abandona a batalha, que sofre as tribulações desta vida como bom cristão, o Senhor, o próprio Deus, é a sua porção,

Lm 3.24 - A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto esperarei nele.

Sl 73.26 - A minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração, e a minha porção para sempre.

Sl 119.57 - O SENHOR é a minha porção; eu disse que observaria as tuas palavras.

1 Pe 4.16 - Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte.

Porção do Espírito Santo

A porção do Espírito Santo pode ser vista em três tempos: Antigo Testamento, Novo Testamento e no Milênio.

1-      Antigo Testamento. Em Elias e Eliseu tem-se uma antecipação do que seria no Pentecostes. Elias tinha o Espírito de Deus em sua vida. Era um verdadeiro homem de Deus e a palavra de Deus na sua boca também era verdade, como bem afirmou a mulher de Sarépta,

2-      1 Rs 17.24 - Então a mulher disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus, e que a palavra do SENHOR na tua boca é verdade. Elias tinha um auxiliar cujo nome era Eliseu. Como bom discípulo, Eliseu observava a vida de Elias e como o Espírito de Deus se manifestava na vida dele, fato que causou grande desejo de ser também cheio do mesmo espírito. Foi assim que, quando oportunizado, rogou a Elias, antes da sua trasladação o agraciasse com aquele poder em porção dobrada,

3-      2 Rs 2.9 - Sucedeu que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim.

Elias não disse que não daria, mas seria difícil disso acontecer. Ele até exclamou: dura coisa pediste, contudo se vires quando eu for tomado de ti, isso lhe acontecerá,

2 Rs 2.10 - E disse: Coisa difícil pediste; se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará, porém, se não, não se fará. Eis o desafio. Eliseu sabia que Elias seria arrebatado ao céu, mas não sabia quando nem de onde, nem de que modo isso aconteceria. Há um ditado que encena: “quem quer dá um jeito, quem não quer dá desculpa”. Eliseu abraçou o desafio e passou a monitorar Elias com mais atenção. Penso que nem dormir podia mais, posto que se ele fosse tomado enquanto Eliseu dormia, perderia a chance de ter dobrado em si do espírito que estava em Elias.

Eliseu sabendo da dimensão do ministério que o aguardava, sabia que com menos poder que Elias não conseguiria exercê-lo, daí seu grande interesse por porção dobrada do espírito de Elias. Assim, passou a segui-lo por todos os lados até que de si foi arrebatado, deixando, contudo a sua capa,

2 Rs 2.11-13 - E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.

12 - O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel, e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, pegando as suas vestes, rasgou-as em duas partes.

13 - Também levantou a capa de Elias, que dele caíra; e, voltando-se, parou à margem do Jordão.

Sob a direção de Deus o Profeta Elias realizou pelo menos 13 milagres. Quais sejam:

1      - Com sua capa abriu o rio Jordão (2 Reis 2: 8);

2 - Profetizou uma grande seca (I Reis 17:1; Tg 5:17);

3 - Aumentou o azeite e farinha da viúva (I Reis 17:14, 16);

4 - Deu vida ao filho da viúva (I Reis 17: 21-23);

5 - Destruiu o altar de Baal (I Reis 18: 36-38);

6 - Decretou o fim da seca (I Reis 18: 42,45); 7 - Fez de Eliseu seu discípulo e depois profeta em seu lugar (I Reis 19: 16);

8 - Desarmou os siros diante de Israel (I Reis 20:28);

9 - Lavrou a sentença do rei Acabe (I Reis 21:19, 20);

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