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#Imunidade

Depois do álcool em gel e das máscaras agora é a Vitamina C que está difícil de encontrar

A venda maior é da vitamina C com Zinco, porque a população está procurando muito por medicamentos que aumentam a imunidade

Acs Mirian Santos

Acs Mirian SantosMirian dos Santos Almeida, 39 anos. É mãe, esposa, formada em Tecnologia em Gestão Ambiental pela Unopar – Universidade do Norte do Paraná, Evangélica, ACS - Agente Comunitária de Saúde - no Município de Rolim de Moura- RO por mais de 10 anos. Mirian usará esse espaço para falar sobre saúde, informar sobre atividades do SUS e informações sobre o cotidiano dos Agentes de Saúde no modo em geral. Seu canal de informações Comente, compartilhe

24/03/2020 09h13
Por: Redação Verguia
Fonte: Redação com JC NE 10
Divulgação
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Depois do álcool em gel e das máscaras descartáveis, o mais novo produto que começa a desaparecer das prateleiras das farmácias por conta da prevenção ao contágio pelo coronavírus é o ácido ascórbico, a popular vitamina C.

A reportagem do Jornal do Commercio percorreu algumas farmácias do Recife e ouviu comerciantes que relataram um aumento de até 200% na procura pelo produto.

“Não tenho praticamente nada de vitamina C para vender. Nem comprimido, nem efervescente, nem aquela para uso infantil em formato de jujuba”, afirmou o farmacêutico Leonardo Marques. Ele diz que a cada dois dias, em média, renova os estoques, mas agora é “chegando e vendendo”. “A venda maior é da vitamina C com Zinco, porque a população está procurando muito por medicamentos que aumentam a imunidade”, diz Leonardo.

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O presidente do sindicato que reúne os donos de farmácias em Pernambuco (Sincofarma-PE), Ozeas Gomes disse que de cada dez pessoas que entram em uma farmácia hoje, quatro estão procurando vitamina C.

“Já estamos com dificuldade em relação as distribuidoras. As farmácias fazem pedidos que acabam não sendo entregues ou atrasam muito. Acho que nem eles, nem a indústria estavam esperando uma demanda tão grande”, afirmou Ozeas.

O presidente do Sincofarma disse ainda que a saída das farmácias para não ficarem desabastecidas é apelar para os pequenos laboratórios.

“Aquelas marcas mais conhecidas, de laboratórios maiores, são as primeiras a acabar. Então resta ao consumidor optar pela marca pouco conhecida”, reforçou.

Distribuição

Carolina Guerra, diretora da GS Distribuidora de Medicamentos, confirmou que existe um gargalo entre a produção e o consumidor final. Ela explicou que as próprias transportadoras não contavam com esse aumento na demanda, assim, mesmo que a indústria aumente a produção ainda é necessário melhorar a logística.

Carolina afirmou que todos os anos, neste período pós carnaval, há um aumento na procura de vitamina C no mercado por conta do crescimento das viroses, mas nada parecido com o que está acontecendo por conta do coronavírus. “A nossa média de venda de vitamina C no ano é de 500 mil unidades. Na última semana, em apenas três dias, vendemos 200 mil unidades e zerou o estoque”, afirmou a empresária.

Outro produto que aumentou demais o movimento na distribuidora, disse Carolina, foi o álcool 70%,

“Tínhamos uma média de 100 mil unidades por ano de venda e em apenas um dia vendemos essa quantidade!”, exclamou.

O funcionário público Cleibson Vaz estava ontem (20) à tarde à procura de medicamentos para a mãe, de 67 anos de idade. “Encontrei quase tudo. Falta só a vitamina C. Já fui em duas farmácias e nada. Antes era um remédio comum, agora está virando coisa rara”, diz Cleibson.

O gerente de farmácia Fausto Fernandes diz que ainda não é o momento de limitar a venda da quantidade de vitamina por cliente. “Com o álcool em gel limitamos a venda por CPF a duas unidades. Com a vitamina C percebemos que quem compra em grande quantidade, quer mesmo é distribuir com a família, com amigos”, afirmou Fernandes.

Remédio

A busca pela melhor maneira de enfrentar uma possível contaminação pelo coronavírus acabou colocando em evidência uma substância indicada para o tratamento de malária, artrite e lúpus (um tipo de doença de pele): a hidroxicloroquina.

O interesse pelo remédio, que é vendido com receita médica simples, ou seja, sem retenção, surgiu depois que o presidente norte-americano Donald Trump divulgou na última quinta-feira (19) que a droga poderia ser testada para tratamento de pessoas já infectadas pelo coronavírus.

“Bastou isso para que hoje (sexta-feira) vendêssemos todo o estoque, que era pequeno porque esse era um remédio pouco procurado”, disse o gerente de uma farmácia que não quis se identificar.

A reportagem do JC confirmou o aumento repentino de procura pela hidroxicloroquina em outras duas farmácias.

Para o farmacêutico e coordenador do curso de Farmácia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Leonardo Medeiros é uma loucura alguém sair tomando remédios sem que ele tenha indicação para tratar uma doença específica.

 “Digamos que uma pessoa que tenha sido diagnosticada com a Covid-19 resolva tomar a hidroxicloroquina por conta própria. Como ele vai usar o remédio? que dose vai tomar? E por quanto tempo? Essa pessoa não vai encontrar nenhuma informação na bula que o ajude porque esse medicamento simplesmente não foi criado para tratamento do coronavírus. É algo que ainda precisa ser testado e avalizado pela ciência”, diz o farmacêutico.

Outro risco em relação a automedicação são os efeitos colaterais que o uso da droga pode acarretar.

“Um dos efeitos colaterais possíveis para quem usa a hidroxicloroquina é a redução do número de leucócitos no sangue. Ou seja, o remédio pode provocar uma leucopenia e causar uma queda na imunidade do doente, um efeito completamente contrário ao esperado”, alerta Leonardo.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou que vai endurecer as regras para a venda da hidroxicloroquina, como exigir receita médica idêntica a utilizada na venda de antibióticos, tudo para garantir que o medicamento não falte para quem o utiliza no tratamento de malária, artrite e lúpus.

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