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Obras de duplicação da Rodovia dos Minérios atingem 25% de execução

Obra na Grande Curitiba é complexa. São cinco pontes e dois viadutos, cada um deles com estruturas independentes, uma para cada sentido da via. Na ...

10/06/2021 17h15 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação Verguia Fonte: Secom Paraná
© Foto: Ari Dias/AEN
© Foto: Ari Dias/AEN

Trafegar pela PR-092, a Rodovia dos Minérios, é sempre um desafio para o motorista Cléverson Bandeira, que há 12 anos transporta sucata de Almirante Tamandaré a estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Os congestionamentos, principalmente nos horários de maior movimento, tiram a paciência de Bandeira e dos outros motoristas e moradores que dependem da rodovia para circular. 

“De manhã e à tarde fica tudo parado, não sai do lugar. O fluxo é intenso, dia e noite, mistura o trânsito pesado com o da cidade e fica tudo caótico. Mas agora, com a melhoria, vai ficar 100%”, diz.

A melhoria que o motorista se refere é obra de duplicação feita pelo Governo do Estado, que ultrapassou a marca de 25% de execução. 

Com tráfego intenso, principalmente de veículos pesados, a estrada é a principal via de ligação de Curitiba a Almirante Tamandaré, Rio Branco do Sul, Itaperuçu e às cidades da região do Vale do Ribeira. Já faz algumas décadas que as pistas simples não suportam mais o trânsito, formado principalmente por caminhões que transportam minérios e seus derivados, conforme o próprio nome da rodovia sugere, como calcário e cimento. 

Iniciado em outubro de 2019, o projeto do Governo busca mudar essa realidade, com a duplicação de um primeiro trecho, de 4,74 quilômetros, entre a Capital e Almirante Tamandaré. Com um quarto da obra concluída e a previsão que ela seja entregue no primeiro trimestre do ano que vem, já é possível vislumbrar o trânsito fluindo no trecho mais movimentado da rodovia. 

“No horário de pico é perigoso, principalmente para pedestres, ciclistas e motociclistas”, afirma Bandeira, opinião compartilhada com o aposentado Mauro Ribeiro, morador do Parque São Jorge, em Almirante Tamandaré.

“Nossa esperança é que melhore e fique mais fácil para quem circula de carro e ônibus. Nós dependemos da estrada e ela depende de nós também”, diz.

R$ 90 Milhões – O Governo do Estado está investindo, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), R$ 90,6 milhões para construir as novas pistas, vias marginais, pontes, viadutos, passarela, calçadas e ciclovias no trecho entre Curitiba e Almirante Tamandaré, em uma extensão de 4,74 quilômetros. Mesmo durante o processo de duplicação, a rodovia não para, já que a obra foi planejada para ser executada com o mínimo de interrupção no trânsito. 

“Esta rodovia tinha caído no esquecimento, há 30 anos a população aguardava por essa duplicação, que iniciamos logo no nosso primeiro ano de governo. Será uma nova realidade, de mais desenvolvimento, para essa parte da Região Metropolitana”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

“A ideia é que esse trajeto fique mais seguro e mais rápido para as pessoas que utilizam a rodovia”.

Obra envolve 10 pontes. Foto: Ari Dias/AEN

O que foi feito – As obras de arte especiais, como pontes e viadutos, foram iniciadas antes da duplicação em si, assim como as obras nas vias marginais, que vão incorporar o tráfego da rodovia quando ela estiver sendo duplicada.

O projeto prevê a construção de cinco pontes e dois viadutos, cada um deles com estruturas independentes, uma para cada sentido da via. Na prática, serão executados 10 pontes e quatro viadutos. 

Até agora, quatro pontes e quatro obras de contenção foram concluídas. No lado direito, no sentido a Almirante Tamandaré, um trecho de 1.500 metros de pista nova, em concreto, já foi liberado para o tráfego. No sentido contrário, de Almirante Tamandaré até Curitiba, mil metros da pista nova da marginal já ultrapassaram 80% de execução e serão liberadas ao tráfego em breve.

Também foram instalados mil metros de bueiros tubulares de concreto, além da execução de mais de 2,5 mil metros de valetas e sarjetas de drenagem. Para esse volume de obras, foram escavados 200 mil metros cúbicos de materiais e cerca de 3 mil metros cúbicos de concreto foram utilizados para a construção das pistas. Houve, ainda o remanejamento de 4,8 mil metros de tubulação de água e 1,7 mil metros de tubulação de esgoto. 

Atualmente, estão sendo construídas outras três pontes e outros serviços são executados: a escavação para a nova pista do lado esquerdo e a marginal esquerda, próximo à região do mercado Harger, e a escavação na variante de traçado da rodovia, além das obras de drenagem e contenção.

“Obras em perímetro urbano são particularmente complexas, dado o convívio do maquinário e dos funcionários com o trânsito intenso de veículos de passeio e do tráfego de longa distância. Mas a duplicação está devidamente sinalizada, de acordo com a legislação vigente e toda a equipe envolvida atua com profissionalidade e segurança”, afirma o diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti.

O que falta – No segundo semestre devem ser iniciadas a construção de outras três pontes. Também serão executadas novas obras de contenção e de drenagem, com a construção de um bueiro triplo de concreto na região do Recanto Marista, em Almirante Tamandaré, além da construção de quatro viadutos.

Serão concluídas, ainda, a pista duplicada em concreto, as marginais do lado direito e em ambos os lados depois do Parque Anybal Khury. Também serão instaladas as sinalizações vertical (placas) e horizontal (pintura de linhas, faixas, símbolos e colocação de tachas refletivas nas pistas), projetos de paisagismo, iluminação em todo o trecho e implantação de calçada e ciclovia.

“A duplicação desse primeiro trecho da Rodovia dos Minérios segue em bom ritmo, devendo ser concluída no início do ano que vem. E o DER já está se preparando para licitar a continuidade dessas obras, com novidades sendo anunciadas em breve, assim que os trâmites internos forem concluídos” acrescenta o diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti.

“Estamos com um volume impressionante de obras em andamento, e com muito mais a caminho”.

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