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Chacina

Acusados de chacina em Ji-Paraná são denunciados e vão enfrentar o júri popular

O crime foi todo premeditado, dias antes, em Cacoal, de onde os acusados seguiram “para acabar” com Eliana em plena festa de aniversário da vítima.

27/11/2019 14h51Atualizado há 2 semanas
Por: Redação Verguia
Fonte: Rondoniatual
Reprodução
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O Juízo da 1ª Vara Criminal de Ji-Paraná aceitou a denúncia proposta pelo Ministério Público e vai levar a julgamento quatro pessoas acusadas de uma chacina de três rivais ocorrida durante uma briga de facções rivais, ocorrida em agosto do ano passado, em frente a uma casa de shows no bairro JK.

Foram denunciados por homicídio qualificado Fernando Ferreira da Silva vulgo “Sinistro”, Ray de Souza Silva, Gustavo Pereira Cabral, vulgo “Abutre” e Tiago do Carmo Santos. Fernando, Ray e Gustavo estão presos e Tiago está foragido e com prisão preventiva decretada e assim devem permanecer até o julgamento, ainda sem data marcada.

Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público, os acusados pertencem à facção PCC e teriam executado as vítimas que pertenceriam à outra facção rival, o Comando Vermelho.

O crime foi todo premeditado, dias antes, em Cacoal, de onde os acusados seguiram “para acabar” com Eliana em plena festa de aniversário da vítima.

No atentado foram mortos a aniversariante Eliana Ferreira Campos, Paloma de Oliveira Guimarães Júlio e Edmundo Cristiano Ferreira de Matos.

O crime aconteceu no dia 11 de agosto de 2018, por volta das 23hs, em frente a Casa de Shows Romanos, localizada na rua K-05 com a T-28, bairro Nossa Senhora de Fátima.

De acordo com a denúncia tudo aconteceu muito rápido e o ataque foi ordenado pelos chefões da facção, até agora não identificados. Fernando e Ray desceram do carro já armados, enquanto os outros dois aguardavam dentro do carro. Os tiros foram disparados a curta distância impedindo qualquer chance de defesa das vítimas.

Paloma e Edmundo estavam próximos a Eliana, que foi a primeira a morrer, e tentaram fugir do local, mas foram perseguidas e executadas, duas vítimas escaparam de serem mortas e saíram feridas.

Após o crime, Ray e Sinistro roubaram uma motocicleta e fugiram no local, enquanto dezenas de convidados gritavam desesperados por socorro.

Os dois foram presos meia hora depois na cidade de Presidente Médici, com a motocicleta roubada, sendo reconhecidos pela vítima que era dona do veículo.

Ao falar sobre a decisão de levar os acusados a julgamento popular, a juíza Márcia Adriana Freitas disse que o grupo agiu livre e de espontânea vontade, com intenção de se associar para praticar o crime como integrantes do PCC, fazendo uma rápida narrativa sobre a facção no País e a forma como os quatro jovens foram recrutados para a empreitada.

“Conhecida em todo território brasileiro por praticar múltiplas infrações penais, como tráfico de drogas, homicídios, crimes patrimoniais, tráfico de armas, dentre outros. É de conhecimento público que o PCC perfaz extenso grupo criminoso, estruturalmente ordenado e caracterizado pela divisão de tarefas, ainda que de forma sub-reptícia, com ramificações diversas, cujos membros são escalados para exercer variadas atividades criminosas na organização ilícita, a exemplo dos 04 denunciados que atenderam à ordem para realizar um “salve”, ou seja, efetuar ataques contra integrantes ou supostos integrantes do Comando Vermelho, sendo justamente esse o propósito dos homicídios narrados nesta denúncia”.

 “(…) Os acusados receberam a notícia de que a vítima Eliana compunha o “Comando Vermelho”, e que a festa de aniversário que se realizaria na ocasião tinha como foco integrantes ou supostos integrantes do CV. Também é do conhecimento comum que o PCC se constitui em organização criminosa armada, que emprega em suas ações ilícitas armas de fogo de naturezas diversas, a exemplo das ações delitivas ora denunciadas, todas executadas com o emprego de duas armas de fogo, tipo revólver, apreendidas (…).”

 

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