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Férias Forçadas

Prefeitura 'fecha' as portas por 30 dias para economizar recursos

Sorriso é o segundo município a tomar a medida neste ano. O primeiro foi Santo Antônio de Leverger que atravessa período de grave crise financeira.

08/11/2019 19h31
Por: Redação Verguia
Fonte: Assessoria de imprensa
Prefeitura suspende atividades por 30 dias. RepórterMT/Reprodução
Prefeitura suspende atividades por 30 dias. RepórterMT/Reprodução

A Prefeitura de Sorriso (400 km da Capital) informou por meio do decreto n°155, que fechará as portas durante 30 dias para reduzir os gastos e aperfeiçoar a aplicação de recursos, promovendo férias coletivas.

O período de recesso começa no dia 23 dezembro e vai até o dia 21 janeiro, sendo maior que o habitual já que os municípios costumam voltar na segunda semana de janeiro.

O decreto, publicado no dia 16 de outubro, prevê que serviços essenciais serão mantidos em escala reduzida.

O documento foi assinado pelo prefeito Ari Lafin (PSDB).

O secretário de Administração, Estevam Hungaro Calvo Filho, explica que há uma considerável redução de demandas neste período de fim de ano, e as férias coletivas contribuem para uma economia nos gastos ligados ao funcionamento de todas as unidades da Administração Municipal.

 “As férias permitem que cada trabalhador possa desfrutar de momentos de lazer junto à família e aos amigos, retornando com ânimo renovado para mais um ano de trabalho”, complementa.

As secretarias que desenvolvem atividades essenciais, como as de Administração, Saúde e Saneamento, Obras e Serviços Públicos, Educação e Cultura, e Fazenda, não paralisarão suas atividades e trabalharam por escala para garantir a manutenção dos serviços neste período.

No Ganha Tempo, o período de férias será mais curto, retornando no dia 6 de janeiro.

Nas demais secretarias serão designados servidores para responder em casos emergências.

Santo Antônio de Leverger

A primeira prefeitura a fechar as portas para economizar recursos foi Santo Antônio de Leverger (35 km de Cuiabá).

Numa situação extremamente diferente de Sorriso, onde não há crise acentuada, o Município vive situação de penúria.

O município arrecada R$ 3,5 milhões por mês em impostos e tem uma dívida de R$ 2 milhões, a maior parte delas são débitos trabalhistas.

Este ano, a folha de pagamento dos funcionários do município chegou a ficar dois meses atrasada.

Devido à forte crise financeira, o prefeito Valdir Pereira de Castro Filho (PSD), o “Valdizinho”, decidiu suspender o atendimento ao público.

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