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RS: Bombeiro diz que água cheira a corpos em decomposição

Repórter acompanhou equipe especializada em mergulho aquático em áreas de difícil acesso

14/05/2024 às 10h27
Por: Avelino Alves Fonte: @ Redação com Assessoria
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Rio Grande do Sul Foto: EFE/Andre Borges
Rio Grande do Sul Foto: EFE/Andre Borges

Especializado em mergulho aquático, um integrante do Corpo de Bombeiros que atua nas enchentes do Rio Grande do Sul considera que o cheiro nas águas que encobrem locais de difícil acesso evidencia que há corpos de seres humanos em decomposição sob os escombros.

As declarações foram dadas à repórter Bruna Lima, da Record TV, durante navegação pela cidade de São Leopoldo.

– Teve um momento que a gente passou em um local, e o bombeiro que estava com a gente disse:

“Bruna, esse cheiro aqui, não é cheiro de animal morto, a gente que trabalha como equipe de resgate especializada em mergulho aquático reconhece esse cheiro. E esse cheiro não é de animal”.

De baixo dessas águas, infelizmente o que eles acreditam como profissionais é que de fato pessoas ficaram. E é muito triste, porque nessa região, onde especificamente eu fui, tem muitos idosos – relatou Bruna ao Alerta Brasil.

A jornalista considera que há subnotificação de desaparecidos, e conta que a maioria das pessoas que se salvaram enfrentam um momento de desolação.

– O tanto de pessoas que não têm a família, que ainda não deram notícias do desaparecimento, as pessoas perderam os celulares, perderam tudo. É um cenário de total desolação. As pessoas nem estão mais desesperadas, esse momento já passou. Eu vim em um momento em que a maioria das pessoas já arranjou um local para ficar temporariamente, mas a gente se questiona até quando eles vão ficar. As pessoas estão preferindo pensar no hoje, porque o amanhã é muito incerto, as chuvas ainda não cessaram – acrescentou.

A repórter fez ainda um relato pessoal comovente ao testemunhar a situação do povo gaúcho.

– A situação é bastante crítica, eu nunca vivi e tive na minha experiência de reportagem uma situação parecida, é bastante difícil ouvir esse relato. É difícil voltar para o hotel pensando nessas pessoas que não têm mais casa. É uma questão que a gente tem que ter muita humanidade e saber que essas pessoas vão precisar de ajuda não só agora, mas também depois que a água abaixar. Muita coisa vai ser encontrada, muita coisa vai ser perdida – lamentou.

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